Foi-me engraçado descobrir que VALHACOUTO é sinônimo de esconderijo. Salvem as palavras escondidas, órfãs porque ocultas! Quem é que vai adotar algo cujo valhacouto é desconhecido?
23.9.08
31.8.08
segunda ração do ano pro bicho não morrer de fome
PORRA! Me assustei depois de logar e ver no lugar onde mostra a data do último post que desde janeiro, mais precisamente o dia quatro, portanto desde o dia 4 de janeiro de 2008 é que os ensaios geraes não é alimentado. Pra matar a fome dele e salvaguardar a sua ALMA é que estou escrevendo esse post que parabolicamente e/ou redundantemente cumpre o seu objetivo de sanar a fome dos ensaios e a fome de escrever que é minha.
4.1.08
Google responde: De onde veio o grito?
o grito veio do banheiro.
O grito veio do fim do corredor.
O grito veio do prolongamento do corredor que era iluminado pela luz vermelha-chumbo de um por de sol poluído.
O grito veio do quarto.
O grito veio do quarto dos miúdos.
O grito veio do franzino e as crianças se abriram num berreiro feio.
O grito veio do dormitório feminino.
O grito veio do coração dela.
O grito veio do coração dele.
o grito veio do Rio Grande do Sul.
o grito veio do lago.
o grito veio do homem.
o grito veio do interior de minha mente.
O grito veio do lado de fora.
O grito veio do fundo do ônibus.
O grito veio do alto de um prédio.
O grito veio do sudoeste da casa do Santa Claus.
o grito veio do tal rapaz que na verdade “berrava”.
O grito veio do jovem garoto que carregava a caixa de pandora contendo a armadura de Pégaso nas costas.
20.12.07
Reative seu carrinho de feira

Descarregando as compras do supermercado hoje, contei em torno de 40 sacolas plásticas. E me pus a pensar como eu poderia fazer para abolir esta inconveniência.
Os americanos descartam 60 mil sacolas plásticas a cada 5 segundos.
Imagine uma pilha de 60 mil sacolas. Conte até cinco e imagine o dobro. Agora conte até dez e imagine o dobro do dobro. Assustador, não?
A poluição excessiva causada por este (ab)uso (histérico? frenético?) de sacolas plásticas nem precisa ser mencionada.
A preocupação massiva com o meio-ambiente já é tardia. Só com os sintomas aparecendo é que algumas e não todas as pessoas começaram a se mobilizar. Que mordam a língua agora aqueles que criticaram os hippies há 50 anos atrás.
Naquela época, no entanto, sem sintomas aparentes, até se entende que desconfiassem de previsões feitas por pessoas tão excêntricas. O problema era conscientização (a falta de).
Mas hoje, "consciente" todo mundo é. Mas isso não basta, falta ativismo. Falta fazer o sacrifício e adotar novos hábitos na rotina diária, fazer a sua parte (atenção, clichê adiante) como aquele passarinho que trazia água no bico pra apagar o incêndio da floresta.
Descarregando as compras do supermercado hoje, contei em torno de 40 sacolas plásticas. E me pus a pensar como eu poderia fazer para abolir esta inconveniência. Os supermercados, me parece, não estão nem perto de voltar a utilizar sacolas de papel para as compras.
Sim, é muito possível fazer sacolas resistentes de papel, com alça e tudo.
Mas eles não vão fazer isso tão cedo, então faça você alguma coisa em vez de comodamente lamentar a posição das corporações.
Colocar compras que já tem suas embalagens, dentro de dezenas de novas embalagens para cada uma delas, só pra levar até em casa, não parece muito lógico nem inteligente.
O que fazer, então? simples: não use sacolas plásticas, absolutamente.
E como eu vou carregar minhas compras?
Pare pra pensar em que momento realmente usa as sacolas, e verá que quase não as usa.
1. Você vai de carro ao Supermercado; (se você não tem carro, falaremos disso adiante).
2. pega todas as compras e coloca no carrinho;
3. leva ao caixa e faz o pagamento;
4. nesse momento o caixa vai colocar todas as suas compras em sacolas, às vezes colocando um único sabonete em uma sacola, ou usando duas sacolas, uma dentro da outra, para garrafas PET;
5. todas as suas compras, ensacoladas, voltam para o carrinho. Note que até aqui as sacolas não serviram pra nada;
6. você leva o carrinho até o seu automóvel no estacionamento e passa todas as compras para o porta malas. Na verdade, se não houvessem sacolas, o esforço seria o mesmo de tirar as compras do carrinho e passar ao balcão do caixa. Você não precisa de sacolas pra isso.
7. você vai de carro até em casa e pela primeira, única e última vez utiliza as sacolas de forma efetiva, para levar as compras até dentro de casa.
8. em casa, você tira tudo de dentro das sacolas e produz um monte de lixo não reciclável que vai levar centenas de anos para se decompor.
Nesses 8 passos, notamos que em todo o caminho das prateleiras do mercado até a despensa de sua casa, o monte de sacolas que você leva servem apenas para o pequeno trajeto da garagem até dentro de casa.
Ainda assim a logística é burra, pois ninguém consegue carregar todas as sacolas ao mesmo tempo, precisando ir e vir diversas vezes. Se você vai e vem diversas vezes, não faria diferença, então, levar as compras nas mãos.
Mas para agilizar o processo, o melhor seria uma forma de levar todas as compras de uma só vez e sem muito esforço... um carrinho! Mas onde conseguir um carrinho? lembra do velho carrinho de feira, aquele dobrável e com rodinhas? pois coloque-o de volta à ativa. Se não tiver um daqueles, compre. Você vai agilizar o descarrego das compras e nunca mais precisará de nenhuma sacola plástica.
E se eu não tenho automóvel?
Então já começou bem, pois caminhar é bom para a saúde e automóveis são poluentes.
Melhor que voltar a pé do supermercado com um monte de sacolas em cada mão, seria poder empurras as compras no carrinho até em casa, sem fazer esforço.
Então, arranje o seu carrinho de feira, vá com ele até o mercado e volte feliz da vida.
O que mais eu posso fazer?
Muita coisa. Em termos de sacolas, o supermercado é o principal problema, mas evite também pegar sacolas em momentos banais como ao alugar um DVD, comprar uma bebida, um chocolate. Você não precisa de sacola para estas coisas pequenas. Leve na mão, no bolso, na bolsa, na mochila.
E já que estamos falando de carrinho de feira, quem sabe ir menos ao supermercado e voltar a freqüentar a feira livre, consumir produtos não industrializados e de agricultores independentes?